Até poucas décadas atrás o desenvolvimento neuropsicomotor da criança brasileira estava alicerçado em 3 pilares: o lar, a igreja e a escola. Ao primeiro pilar cabia ensinar os princípios básicos da socialização. A igreja (fosse qual fosse a religião) ensinar a importância do altruísmo, questionar os assuntos inerentes da alma. A escola caberia ensinar a ciência e as coisas do universo material. A sociedade sofreu mudanças profundas nos últimos 40 anos. Muitos ensinamentos que eram de competência doméstica foram transferidos para a escola (que os absorveu sem estar preparada para tal). Para muitas famílias o ensino da religião passou ou por descrédito, ou por chacota ou por tirania. A escola, mais uma vez achando-se competente para absorver mais esta tarefa, assumiu o risco. Outro dia ouvi de um pai: "essa escola é uma droga. Não ensina meu filho nem a como se comportar em uma mesa de refeições !" Outra mãe me trouxe que a escola suspeitava que o filho de três anos era disléxico porque não estavam conseguindo alfabetizá-lo. Três anos !!!!! Ainda outro disse no passado: "vamos para a escolinha para brincar?" e hoje reclama que o filho, agora no terceiro ano do fundamental I, ainda acha que a escola é local de brincar.... Devemos atentar a forma como conduzimos a criação das nossas crianças. A escola também precisa repensar as responsabilidades que assume perante a sociedade. A igreja deve voltar a pensar mais na fé e menos no dinheiro.